Em 2008 eu terminava meu ensino médio. Mórrison, meu professor de
filosofia, me entregou, alguns meses depois um pacote, um presente. Nele
continham 2 cartas, e vários DVDs de filmes, entre eles o filme Leões e
Cordeiros. Lembro-me que na carta direcionada a mim ele comentou que
havia alguém muito parecido comigo no filme. Não achei o personagem do aluno, o
Todd, parecido comigo... Afinal eu ainda me envolvia em todos os debates, lia
todos os livros sugeridos e sim, eu me importava e achava que podia
fazer a diferença. Só que meu professor me conhecia e sabia o que
viria nos 5 anos seguintes.
Em algum momento todos nós paramos de nos importar.
Começamos a repetir que não faremos diferença alguma, que os políticos sempre
acabarão fazendo negociatas, que as ações humanitárias
nunca alcançarão total sucesso, que o melhor que podemos fazer é
simplesmente pagar nossos impostos, trabalhar dignamente, criar bem os filhos e
viver o resto das nossas vidas fazendo o que é certo. Em algum momento nós
abandonamos nossos sonhos de mudança, deixamos de acreditar que podemos mudar o
mundo, nos aconchegamos em nossas vidas e chamamos tudo isso de
'ilusões da juventude'.